Ir direto para menu de acessibilidade.
Portal do Governo Brasileiro
  • Acessibilidade
  • Alto Contraste
  • Mapa do Site
  • PortugueseEnglishSpanishChinese (Simplified)FrenchGermanItalian
Página Inicial > Notícias > NEABI promoveu o II Fórum de Direitos Humanos e Semana da Consciência Negra
Início do conteúdo da página Notícias

NEABI promoveu o II Fórum de Direitos Humanos e Semana da Consciência Negra

Com o tema “As relações étnico-raciais em tempos de pandemia”, as atividades foram online, com transmissão pelo canal do campus na plataforma YouTube, nos dias 19 e 20 de novembro
  • Assessoria de Comunicação, com informações do Campus Buriticupu.
  • publicado 01/12/2020 19h31
  • última modificação 01/12/2020 19h35

O Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (NEABI) do Instituto Federal do Maranhão (IFMA) Campus Buriticupu realizou, de forma totalmente online, nos dias 19 e 20 de novembro de 2020, o II Fórum de Direitos Humanos do IFMA Campus Buriticupu e a Semana da Consciência Negra.

Com o tema “Direitos Humanos e Educação: as relações étnico-raciais em tempos de pandemia”, a atividade buscou fomentar discussões acerca do assunto que permeia nossa sociedade e influencia no sistema educacional. Para o diretor-geral do Campus Buriticupu, Vilson Almeida, o evento representa para a instituição um compromisso com a construção de uma sociedade justa. “Estaremos sempre empenhados em defender a bandeira do reconhecimento da importância do espaço, da valorização e do respeito à população negra brasileira. Queremos promover essa reflexão em nossos alunos e na comunidade sobre a importância do respeito e da inclusão de povos submergidos numa sociedade estruturalmente racista e excludente. É necessário e imperioso que não deixemos de promover essa reflexão”, destacou.

Vilson Almeida lembrou, ainda, que embora o dia 20 de novembro seja uma importante data usada como referência de luta e resistência, a instituição não tem se limitado a ações apenas nesse período. “Por meio do nosso Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (NEABI), estamos sempre buscando discutir e refletir sobre essa temática tão necessária. E, a cada momento de discussão, há uma maior motivação para continuarmos a jornada de discussão e reflexão”, disse.

“Acredito que o fórum foi um evento que veio pra consolidar um ano de trabalho árduo do Núcleo no campus, um ano atípico por conta da pandemia, mas que o NEABI manteve suas atividades de estudos e discussões ativas de forma remota. Esse evento, fruto do trabalho coletivo dos participantes do núcleo, trouxe debates e discussões pertinentes para o contexto atual que não deixa de ser de luta e resistência!”, declarou a professora de língua portuguesa e inglesa e coordenadora no NEABI/IFMA Buriticupu, Aliny Vianna.

Para o professor de Direito do Campus Bacabal, Ricardo Bezerra, em uma sociedade em que a violência contra a mulher e contra o negro são fatos sociojurídicos estarrecedores que precisam ser problematizados, combatidos e exterminados do meio social, o II Fórum de Direitos Humanos do Campus Buriticupu é um espaço estratégico de lutas políticas por mais igualdade e justiça em direitos humanos. “Participar, enquanto docente e cidadão, significa montar, junto com a comunidade acadêmica e a sociedade, trincheiras de resistência contra a opressão, violência e marginalização de sujeitos silenciados, causados por um projeto de poder neoliberal. Lutar, resistir e girar saberes sociopolíticos faz-se necessário em todos os espaços de poder e educativos”, apontou.

Neste ano, o II Fórum de Direitos Humanos e a Semana da Consciência Negra foram totalmente online devido à pandemia de Covid-19. Na arena das disputas políticas, ressaltou a professora de História do Campus Buriticupu, Márcia Costa, “não poderíamos deixar de dialogar sobre  Educação, Direitos Humanos, Racismo e Luta das mulheres por direitos com a comunidade, pesquisadores e estudantes, o que possibilitou reencontros cheios de saudades, debates acalorados, trocas de experiências, novos olhares, produção de narrativas contra hegemônicas, proposição de agendas, espaços para cultivar intelectualmente a empatia e se desconstruir, oportunidades distintas de luta e intercruzadas formas de denúncia de desigualdade e de combate ao racismo”.

Estrategicamente, complementou Márcia Costa, “essas ações refletiram o trabalho coletivo, democrático, permanente e vigilante do NEABI/IFMA Buriticupu em possibilitar espaços de diálogo/visibilidade/resistência/luta para minorias política e historicamente excluídas no Brasil”.

“Eles (Fórum e Semana) trouxeram debate de assuntos altamente sensíveis à comunidade acadêmica, principalmente àquelas pessoas que são mais vulneráveis social e economicamente. Um dos momentos mais marcantes diz respeito à fala da professora Nelma, que trouxe um relato daquilo que a gente vive todos os dias em sala de aula que é ausência ou a invisibilidade dos estudantes em tempo de pandemia”, ressaltou também o professor Leonaldo Brandão, do Colégio Professor Ariel, conselheiro do Conselhos Municipal de Educação e de Acompanhamento e Controle Social e membro do Fórum Municipal de Educação de Buriticupu.

O evento contou com mesas-redondas, palestras e relatos de experiências. O público-alvo foi a comunidade acadêmica do campus e de outras instituições, estudantes e professores das escolas do município, bem como a sociedade em geral.

PROGRAMAÇÃO

SOBRE OS CONVIDADOS:

Josinelma Ferreira Rolande 

 Doutoranda em Antropologia Social na Universidade de Brasília (UnB). Mestra em Ciências Sociais – Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Possui graduação em Educação Artística pela mesma Universidade (2006), com habilitação em Artes Plásticas. Tem experiência na área de monitoria em museus, educação e organização de eventos artístico-culturais, atuando principalmente nas seguintes áreas: etnologia indígena, cultura popular e Formação Pedagógica em Arte.

Francisca Márcia Costa de Souza 

Mestre em História do Brasil pelo Programa de Pós-Graduação em História do Brasil (Universidade Federal do Piauí – UFPI). Especialista em História Sociocultural (Universidade Estadual do Piauí – UESPI). Especialista em História e Cultura Africana e Afro-brasileira (UESPI). Especialista em Docência do Ensino Superior (UESPI). Possui Graduação em Licenciatura Plena em História (UESPI). Servidora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IFMA), Campus Buriticupu, desempenhando suas funções como docente do componente curricular História (carreira EBTT).

Laisla Vieira dos Santos

Estudante do Ensino Médio Integrado ao curso Técnico em Análises Químicas (2° ano), do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IFMA), campus Buriticupu. Bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Cientifica PIBIC ENSINO MÉDIO, com o projeto “Água e gênero: um estudo histórico-antropológico sobre os impactos da falta de saneamento básico na vida das mulheres em Buriticupu- MA” e do projeto “Não se nasce, torna-se mulher. Mapeamento trajetórias de escritoras através do coletivo leia mulheres cadeira 5 no IFMA campus Buriticupu”, pelo Programa Institucional de Voluntário de Iniciação Científica e/ou Tecnológica: PIVICT (2019-2020). Membra do Projeto de Extensão “Coletivo Teatro Negro Carolina Maria” e do Projeto de Extensão “A Arte do Grafitte na Escola: Intervenção artística e educacional. Pesquisadora do Projeto de Pesquisa”, do Núcleo de Estudos e Pesquisa Afro-Brasileiros e Indígenas-NEABI/IFMA.

Lidiana Nascimento de Sousa

Estudante do Ensino Médio Integrado ao curso técnico em Analises Químicas (2° ano ), do Instituto Federal de Educação Ciências e Tecnologia do Maranhão (IFMA ), Campus Buriticupu. Bolsista do programa institucional de bolsas de iniciação científica PIBIC ENSINO MÉDIO, com o projeto AMOR, SOLIDÃO E REVOLUÇÃO: POLITICAS ARREBATADORAS PARA MENINAS NEGRAS DE ESCOLAS PÚBLICAS DE BURITICUPU – MA, pesquisadora voluntário no projeto “Entre papéis e pensamentos reconhecer-se mulher negra”. Membra do coletivo “A Escrita insubmissão de mulheres negras no Brasil”.

Yuri Michel Pereira Costa

Graduado em História e em Direito pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Mestre em Ciências Sociais pela UFMA. Doutor em História pela UNISINOS (Rio Grande do Sul). Professor Adjunto II do Departamento de História da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA). Professor permanente do Programa de Pós-Graduação em História da UEMA (PPGHIST), vinculado à Linha de Pesquisa Historiografia e Linguagens. Pesquisador-líder do Novos Caminhos: Núcleo para Educação em Direitos e Acesso à Justiça (UEMA) e Pesquisador do Núcleo de Estudos do Maranhão Oitocentista (UEMA), ambos certificados junto ao Diretório de Grupo de Pesquisas do CNPq. Sócio Efetivo do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão (IHGM), ocupando a cadeira n. 51. Vencedor do Prêmio Innovare, na categoria Defensoria Pública. É atualmente membro do Comitê Especial de Atendimento a Grandes Impactos Sociais (CEAGIS), da Comissão Permanente dos Direitos dos Povos Indígenas e Quilombolas do Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH), do Grupo de Trabalho em Políticas Etnorraciais (GTPE-DPU), do Conselho Penitenciário do Estado do Maranhão, da Comissão para a Erradicação do Trabalho Escravo no Maranhão, do Gabinete de Gestão Integrada em Segurança Pública do Maranhão e do Comitê Estadual de Prevenção e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas. É Defensor Público Federal no Maranhão, exercendo atualmente a função de Defensor Regional de Direitos Humanos no Maranhão. (Texto informado pelo autor).

Maristhela Rodrigues da Silva

Possui graduação em Filosofia pela Universidade Federal do Maranhão (2008) e mestrado em Políticas Públicas pela Universidade Federal do Maranhão (2011). Atualmente é doutoranda em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Maranhão e Docente no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão, atuando principalmente nos seguintes temas: História da Filosofia Contemporânea, Ética, Bioética, Biotecnologia, Concepções contemporâneas de Morte e Morrer.

Regimeire Oliveira Maciel 

Professora Adjunta do Bacharelado em Políticas Públicas e do Programa de Pós-graduação em Economia Política Mundial da Universidade Federal do ABC (UFABC). Atualmente é coordenadora executiva do Núcleo de Estudos Africanos e Afro-brasileiros (NEAB/UFABC). É graduada em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), mestre e doutora em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP) e tem atuado, principalmente, nos seguintes temas: relações raciais no Brasil, políticas públicas de ação afirmativa, gênero e feminismo negro.

Ricardo Bezerra de Oliveira 

Possui Graduação em Direito pela Faculdade do Vale do Itapecuru (2011). Graduando em Ciências Sociais pela UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL (2019). Pós graduado em Direito Público pela Faculdade de Ciências e Tecnologia do Maranhão – FACEMA (2012). MESTRE EM DIREITO DA SAÚDE: DIMENSÕES INDIVIDUAIS E COLETIVAS (2019) pela UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA – UNISANTA (Santos-SP). DOUTORANDO em Ambiente e Desenvolvimento pela Universidade do Vale do Taquari – UNIVATES (2019). Tem experiência na área de Direito, com ênfase em Direito Constitucional, Direito Ambiental e Sustentabilidade.

Samuel Silva Rodrigues de Oliveira

Doutor em História, Política e Bens Culturais pelo Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil da Fundação Getúlio Vargas (2014), mestre em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (2008), licenciado (2004) e bacharel (2005) em História pela mesma universidade. Atua como professor do Ensino Técnico Integrado e pesquisador no Centro Federal Tecnológico Celso Suckow (CEFET-RJ) e no Programa de Pós-Graduação de Relações Étnico-Raciais (PPRER-CEFET-RJ). Atualmente desenvolve pesquisas relacionadas à construção da cidadania no Brasil e as relações entre classe e raça na cultura visual, nas políticas e formação do espaço urbano e nas formas associativas elaboradas ao longo do século XX (texto informado pelo autor).

Silvane Magali Vale Nascimento

Possui mestrado em Psicologia Social pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2002) e doutorado em Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas da UFMA pela Universidade Federal do Maranhão (2011). Atualmente é outro (especifique) professora adjunta 1 da Universidade Federal do Maranhão. Tem experiência na área de Ciência Política, com ênfase em Políticas Públicas, atuando principalmente nos seguintes temas: relações de gênero, políticas públicas, mulher, trabalho e desenvolvimento.

Thays Millena da Costa Alves

Estudante do Ensino Médio Integrado ao curso Técnico em Análises Químicas (2º ano), do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IFMA), campus Buriticupu. Bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica PIBIC ENSINO MÉDIO, nos projetos “Feminismo e empoderamento: a construção político-literária do coletivo “A Escrita Insubmissa de Mulheres Negras no Brasil” do IFMA, campus Buriticupu (2019)” e “Entre papeis e pensamentos: reconhecer-se mulher negra no coletivo “A Escrita Insubmissa de Mulheres Negras no Brasil” do IFMA, campus Buriticupu (2020)”

SITE DO EVENTO

https://www.even3.com.br/ifmaneabi2020/

Fim do conteúdo da página